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Já tiveram o prazer de conhecer a vossa vítima interna? Aquela vozinha que diz ” que fiz eu para merecer isto?” Ou então a versão mais espiritual ” Deve ser Karma!” Ou ainda ” Só dei, dei, dei nesta relação e no fim sou abandonada!” Já, não já? Pois, eu também. Custou-me as minhas carapaças todas admitir a influência da minha Vítima Interna em mim. A Vítima mora na nossa Sombra e alimenta-se das nossas dores e das nossas feridas. É aquela parte de nós que não quer crescer porque não quer abdicar do poder que a cadeira da vítima traz. É aquela parte de nós que se foca em arranjar culpados para as suas feridas porque dói muito assumir que somos responsáveis pelo poder que permitimos que os outros exerçam sobre nós. É muito mais fácil ficarmos no papel de crianças amuadas com a vida do que assumirmos-nos como adultos imperfeitos mas perfeitamente responsáveis pelo seu caminho.

A Vítima Interna precisa de atenção porque vibra na escassez pois acredita que tudo o que tem é muito pouco ( pouco amor, pouco dinheiro, pouca sorte, poucos amigos..pouco, pouco, pouco). Vibra tão no “poucochinho” que aquilo que dá à vida é também muito pouco. Para ter essa atenção manipula. Manipula através da velha “chantagem emocional”. Manipula através da culpa, do queixume, de doenças, azares e até as questões mais simples do dia a dia são motivo de drama. Tudo para ter atenção. Tudo para controlar. Tudo para se sentir poderosa. Tudo para esconder de si própria que a pior inimiga é ela mesma.

A Vítima Interna vive na Sombra e é viciada na dor e no sofrimento. É o preço a pagar para ter atenção, acredita ela.

Então, como se cura a Vítima Interna? Primeiro conhece-se, isto é, assume-se a consciência que existe em nós. Segundo, reconhece-se, isto é, assume-se a consciência dos comportamentos influenciados pela Vítima Interna e por último reconhecemos que ela só tem esse poder porque nos abandonamos, porque nos rejeitamos não na nossa Luz mas na nossa Sombra.

Tudo o que a nossa Vítima Interna nos quer mostrar é como nos abandonamos a nós próprios e como delegamos o nosso poder nas mãos de outras pessoas. O caminho que a Vítima Interna nos quer mostrar é o caminho do Resgate do Poder Pessoal, que por outras palavras é o caminho do Amor próprio.

Podes continuar sentado na cadeira da Vítima manipulando e ficando totalmente dependente das migalhas dos outros ou podes deixar de ser mendigo e assumir o Deus criador que há em ti. A escolha, como sempre, é tua.